segunda-feira, 24 de maio de 2010
Aos "pseudo-inimigos" do Corinthians
sexta-feira, 14 de maio de 2010
domingo, 2 de maio de 2010
Corinthians: O RETORNO ZERO
O normal seria o abatimento coletivo dos 18 milhões de torcedores. O normal, para uma torcida qualquer. Mas essa gente vestiu a camisa que tanto adora e saiu às ruas de cabeça erguida, como que afrontando os adversários. Vários deles hastearam bandeiras em janelas, carros, praças, passarelas, pontes.Em passeata foram ao "Hospital Parque São Jorge". O doente, pálido e alquebrado veio à janela. A multidão em coro gritava uníssono: EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU TE AMO. As televisões fizeram programas com psicólogos e filósofos numa tentativa de explicar aquilo. Em vão. Ainda vasculharam livros de política, religião e esportes a procura de algo semelhante. E nada!Dias depois, aquela gente marca um novo encontro, desta vez no Pacaembu. As TVs esqueceram os outros clubes, as notícias importantes, todo o resto, e colocaram dezenas de câmeras para bisbilhotar aquelas pessoas fanáticas.
Numa fração de segundos, eles começaram a pular abraçados e freneticamente, veio uma gritaria: AQUI TEM UM BANDO DE LOUCOS, LOUCOS POR TI CORINTHIANS.O doente já melhorava porque sabia o que acontecia nas ruas. Já respirando sem aparelhos, volta à janela, tentando dar alguns passos. E a turma de verdadeiros apaixonados estava lá: e a gritaria foi de arrepiar. NÃO PÁRA, NÃO PÁRA, NÃO PÁRA. Com essa manifestação de fidelidade e fé, o doente não parou de andar. Foi sentir o calor do norte, o frio do sul, visitou praias do nordeste, passeou pelo planalto central e percorreu estradas paulistas. Em cada canto do país percebeu que ali havia um bando de loucos. Aí os psicólogos e filósofos desistiram de vez. Aquele movimento era ímpar, próprio, inigualável, jamais visto na história do futebol.
Passados pouco mais de 10 meses, os médicos que previam internação por pelo menos 1 ano, deram liberdade ao gigante, mas ainda não têm explicação para aquela melhora. Também – pudera – nenhum era corintiano.
EU VOLTEI, VOLTEI PARA FICAR, PORQUE AQUI É O MEU LUGAR foi a cantoria do retorno. Mas como escrevi no título, retorno zero, porque, de verdade, o Corinthians não retornou, só tirou uma férias e nesse tempo, mudou o alfabeto para B…A…O choro, desta vez, foi mais comovente. Os adversários se assustaram. Alguns malucos ( não loucos, porque loucos são só os fiéis alvinegros) que esperavam o pior para aquele doente, agora se entreolham boquiabertos. Estão pasmos. E aprenderam uma lição duradoura. Essa gente lá do Corinthians é diferente. Se acontecer uma doença com qualquer um eles, sabem que a cura terá que ser por outro tratamento, porque o bando de loucos não passa receita.Eu, particularmente, vivi todos esses momentos e o meu Corinthians, sabe que não tem apenas torcedores, tem amigos do peito.Fiéis, abnegados, justos e exemplares. E sabem chorar. E como se não bastasse, comovem. E como comove.( Osmar de Oliveira )
Corinthians: O RETORNO ZERO
Aquele choro comovido da minha gente, em dezembro passado, está vivo na minha memória. O Corinthians, gravemente doente, estava na UTI. O diagnóstico era sabido: micróbios e vermes potentes lhe sugaram quase todo o sangue além de lhe roubar o dinheiro deixado pela torcida.
Adversários entusiasmados e “sem noção” fizeram festa, soltaram rojões, inventaram piadas. Alguns mais maldosos rogaram pragas e chegaram a crer na morte do gigante.
O normal seria o abatimento coletivo dos 18 milhões de torcedores. O normal, para uma torcida qualquer. Mas essa gente vestiu a camisa que tanto adora e saiu às ruas de cabeça erguida, como que afrontando os adversários. Vários deles hastearam bandeiras em janelas, carros, praças, passarelas, pontes.
Em passeata foram ao "Hospital Parque São Jorge". O doente, pálido e alquebrado veio à janela. A multidão em coro gritava uníssono: EU NUNCA VOU TE ABANDONAR, PORQUE EU TE AMO. As televisões fizeram programas com psicólogos e filósofos numa tentativa de explicar aquilo. Em vão. Ainda vasculharam livros de política, religião e esportes a procura de algo semelhante. E nada!
Dias depois, aquela gente marca um novo encontro, desta vez no Pacaembu. As TVs esqueceram os outros clubes, as notícias importantes, todo o resto, e colocaram dezenas de câmeras para bisbilhotar aquelas pessoas fanáticas.
Numa fração de segundos, eles começaram a pular abraçados e freneticamente, veio uma gritaria: AQUI TEM UM BANDO DE LOUCOS, LOUCOS POR TI CORINTHIANS.
O doente já melhorava porque sabia o que acontecia nas ruas. Já respirando sem aparelhos, volta à janela, tentando dar alguns passos. E a turma de verdadeiros apaixonados estava lá: e a gritaria foi de arrepiar. NÃO PÁRA, NÃO PÁRA, NÃO PÁRA. Com essa manifestação de fidelidade e fé, o doente não parou de andar. Foi sentir o calor do norte, o frio do sul, visitou praias do nordeste, passeou pelo planalto central e percorreu estradas paulistas. Em cada canto do país percebeu que ali havia um bando de loucos. Aí os psicólogos e filósofos desistiram de vez. Aquele movimento era ímpar, próprio, inigualável, jamais visto na história do futebol.
Passados pouco mais de 10 meses, os médicos que previam internação por pelo menos 1 ano, deram liberdade ao gigante, mas ainda não têm explicação para aquela melhora. Também – pudera – nenhum era corintiano.
EU VOLTEI, VOLTEI PARA FICAR, PORQUE AQUI É O MEU LUGAR foi a cantoria do retorno. Mas como escrevi no título, retorno zero, porque, de verdade, o Corinthians não retornou, só tirou uma férias e nesse tempo, mudou o alfabeto para B…A…
O choro, desta vez, foi mais comovente. Os adversários se assustaram. Alguns malucos ( não loucos, porque loucos são só os fiéis alvinegros) que esperavam o pior para aquele doente, agora se entreolham boquiabertos. Estão pasmos. E aprenderam uma lição duradoura. Essa gente lá do Corinthians é diferente. Se acontecer uma doença com qualquer um eles, sabem que a cura terá que ser por outro tratamento, porque o bando de loucos não passa receita.
Eu, particularmente, vivi todos esses momentos e o meu Corinthians, sabe que não tem apenas torcedores, tem amigos do peito.
Fiéis, abnegados, justos e exemplares. E sabem chorar. E como se não bastasse, comovem. E como comove.
( Osmar de Oliveira )
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Brazilian Octopus

O Brazilian Octopus foi formado em São Paulo, no início de 1968, por iniciativa de Lívio Rangan, o todo-poderoso diretor de eventos da Rhodia - empresa da área têxtil que produzia arrojados shows-desfiles para promover seus produtos. Por sinal, o Brazilian Octopus já nasceu com uma regalia incomum no mercado musical da época: um contrato de trabalho por um ano, que incluía três meses de ensaios pagos.
Da primeira formação, além de Bianchi (piano e órgão), Lanny (guitarra) e Alemão (violão e guitarra), participavam também Douglas de Oliveira (bateria), João Carlos Pegoraro (vibrafone), Carlos Alberto Alcântara (sax tenor e flauta), Cazé (sax alto) e Matias (contrabaixo). Na época, esses mesmos músicos gravaram um disco com o saxofonista japonês Sadao Watanabe, que não chegou a ser lançado no Brasil.
Rangan formou o Brazilian Octopus para executar ao vivo a trilha sonora do Momento 68, o mais ambicioso dos espetáculos institucionais da Rhodia produzidos até então no país. Com direção musical do maestro Rogério Duprat e direção cênica de Ademar Guerra, esse show-desfile tinha os atores Raul Cortês e Walmor Chagas encabeçando o elenco, ao lado dos cantores Gilberto Gil, Caetano Veloso, Eliana Pitman e do bailarino Lennie Dale. Os textos eram assinados por Millôr Fernandes.
"Eu me fantasiei de leão várias vezes naqueles desfiles da Rhodia. O grupo todo se vestia de bicho e tocava dentro de uma jaula", lembra Hermeto, que veio a substituir Cazé, alguns meses depois, junto com Nilson da Matta, que assumiu o contrabaixo. Apesar de suas trajetórias diversas, quase todos os integrantes do grupo já se conheciam da noite paulistana, especialmente da boate Stardust (dirigida pelo pai de Lanny), onde Hermeto, Bianchi e Alemão tocavam com freqüência.
Produzido por Mário Albanese e Fausto Canova, o álbum do Brazilian Octopus inclui ainda arranjos das conhecidas Casa Forte (de Edu Lobo), Pavane (Gabriel Fauré), Canção de Fim de Tarde (dos bossa-novistas Walter Santos e Thereza Souza), Gosto de Ser Como Sou e Gamboa (ambas de Mário Albanese e Ciro Pereira), que exploravam uma característica sonoridade produzida pelas flautas com o vibrafone, o órgão e as guitarras. "Nunca recebemos um tostão por esse disco. Parece que ele foi lançado na Europa, onde fez até um certo sucesso", diz Carlos Alberto, lembrando que os integrantes do Brazilian Octopus chegaram a procurar a diretoria da Fermata, para tirar satisfações sobre a vendagem do álbum. Em vez de cheques, receberam
apenas elogios e um convite para gravar outro disco. Como imaginaram que não receberiam nada novamente, recusaram. Terminou ali o inusitado octeto.
Escute e tire suas próprias conslusões. (BAIXAR)
sábado, 3 de abril de 2010
O Vento...
Posso ouvir o vento passar, assistir à onda bater, mas o estrago que faz a vida é curta pra ver...
Eu pensei que quando eu morrer vou acordar para o tempo e para o tempo parar...
Um século, um mês, três vidas e mais, um passo pra trás?
Por que será?
... Vou pensar.
Como pode alguém sonhar o que é impossível saber? Não te dizer o que eu penso já é pensar em dizer. E isso, eu vi, o vento leva!
Não sei mais, sinto que é como sonhar que o esforço pra lembrar é a vontade de esquecer...
E isso por que?
Diz mais!
Se a gente já não sabe mais rir um do outro meu bem, então o que resta é chorar.
E talvez, se tem que durar, vem renascido o amor bento de lágrimas.
Um século, três, se as vidas atrás são parte de nós.
E como será?
O vento vai dizer, lento o que virá, e se chover demais a gente vai saber, claro de um trovão, se alguém depois sorrir em paz.
Só de encontrar...
Rodrigo Amarante
domingo, 27 de dezembro de 2009
Lá se vai... Deixando saudades...
Conquistei novos amigos, revi conceitos, reescrevi histórias, participei de projetos...
Trabalhei demais, bebi demais, fumei demais, comi demais...
Procurei novos caminhos, me perdi nas tuas letras, me encontrei com a paz...
Dormi demais, me preocupei demais, te amei demais...
Fiquei doente, tomei diversos remédios e nada resolveu...
Estudei demais, copiei demais...
Inventei soluções...
Vivi demais...
Eu quero mais alguns anos iguais a esse!
domingo, 29 de novembro de 2009
Enquanto velo teu sono...
Com a boca aberta também pode ser
Que eu vou velar teu sono
Deita no meu peito se você quiser
Dorme sim, meu bem
Esquece da semana que cansou você
Que eu vou velar teu sono
Logo mais a vida será bem melhor
Quando acordar, saiba que estarei aqui
Esperando o seu beijo de pasta de dente com café
Decidiremos o que será do dia
E dos demais de nossas vidas, só pra variar
Dorme sim, meu bem
Com a boca aberta também pode ser
Que eu vou velar teu sono
Deita no meu peito se você quiser
Dorme sim, meu bem
Esquece da semana que cansou você
Que eu vou velar teu sono
Logo mais a vida será bem melhor
Quando acordar, saiba que estarei aqui
Esperando o seu beijo de pasta de dente com café
Decidiremos o que será do dia
E dos demais de nossas vidas, só pra variar
Airton Marinov Jr.
Dia-a-Dia Que Põe Comida na Mesa
carro importado, tem até dvd
a nova velha moda, da imagem que vale tudo
vaca de aluguel, em vestidinho de veludo
mas uma coisa não dá pra entender
porque na vida é impossível vencer?
é que hoje fiz, as mesmas coisas que fiz ontem
sempre os mesmos rostos, os mesmos erros de anteontem
chego em casa tarde querendo morrer
trânsito, stress, não dá pra esquecer
mas uma coisa não dá pra entender
porque na vida é impossível vencer?
a vida não tá fácil, mas talvez pra você...
carro importado, tem até dvd
a nova velha moda, da imagem que vale tudo
vaca de aluguel, em vestidinho de veludo
mas uma coisa não dá pra entender
porque na vida é impossível vencer?
é que hoje fiz, as mesmas coisas que fiz ontem
sempre os mesmos rostos, os mesmos erros de anteontem
chego em casa tarde querendo morrer
trânsito, stress, não dá pra esquecer
mas uma coisa não dá pra entender
porque na vida é impossível vencer?
Airton Marinov Jr.
domingo, 8 de novembro de 2009
Domingo enfadonho tem remédio...
PS: Feliz 11 (gosto desse número).